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O Modelo Entidade Relacionamento (MER) é uma das principais técnicas de modelagem conceitual utilizadas na engenharia de software, análise de sistemas e, especialmente, no projeto de bancos de dados.
Ele fornece uma representação visual e lógica dos dados que serão armazenados em um sistema, destacando seus elementos essenciais e como eles se relacionam entre si.
Ele foi criado por Peter Chen em 1976 para representar informações estruturadas de maneira clara e padronizada. Seu objetivo principal é descrever os dados de um sistema, representando:
✅Entidades: objetos ou conceitos do mundo real com significado próprio (ex.: Cliente, Produto, Pedido).
✅ Relacionamentos: ligações lógicas entre as entidades (ex.: Cliente faz Pedido).
✅ Atributos: características das entidades e relacionamentos (ex.: nome, preço, data).
O Modelo Entidade‑Relacionamento (MER) é a base para a construção posterior do modelo lógico e, então, do modelo físico do banco de dados.
1. Símbolos utilizados no Modelo Entidade‑Relacionamento
Embora existam variações (como o modelo de Chen e o modelo estendido), alguns elementos são comuns.

2. Cardinalidades
Assim que se tem a base dos tipos de chaves a serem usados no projeto de um banco de dados, torna-se necessário saber como os relacionamentos de tabelas serão estabelecidos, conforme mostra Machado e Abreu (1995).
As Cardinalidades dizem respeito ao nº de itens que se relacionam nas entidades. Elas podem ter um Máximo e um Mínimo.
Existem três formas de relacionamento (Cardinalidade) que podem ser utilizadas, sendo:
i) Relacionameno 1:1 (Um para um): O relacionamento de 1 para 1 representado pela cardinalidade (1:1). É a relação de um campo-chave de um registro de uma determinada tabela com um campo-chave de outro registro de outra tabela. Por exemplo, é um relacionamento de cardinalidade (1:1) 1 para 1 o fato de no Brasil um homem poder (do ponto de vista legal) se casar com apenas uma mulher e uma mulher poder se casar somente com um homem. Observe que, tanto a cardinalidade homem X mulher e mulher x homem é de (1:1)

ii)Relacionamento 1:N (Um para Muitos): O relacionamento de 1 para N (um para muitos) representado pela cardinalidade (1:N). É a relação de um campo-chave de um registro de uma determinada tabela com o campo-chave de muitos registros de outra tabela. Por exemplo, é um relacionamento de cardinalidade (1:N) 1 para N o fato de que um funcionário de uma determinada empresa pertence a 1 departamento pelo menos e um departamento e composto por vários funcionários. Observe que a cardinalidade Funcionário X Departamento é de (1:1) e a cardinalidade
de Departamento x Funcionário é (1:N)

iii) Relacionamento N:M (Muitos para muitos): O relacionamento de N para N (muitos para muitos) representado pela cardinalidade (N:N). É a relação de um campo-chave de muitos registros de uma determinada tabela com o campo-chave de muitos registros de outra tabela. Por exemplo, é um relacionamento de cardinalidade (N:N) N para N o fato de um aluno cursar uma ou mais disciplinas e o fato de uma disciplina ser cursada por um ou mais alunos. Observe que a cardinalidade aluno X curso é de (N:N) e a cardinalidade curso X aluno é de (N:N). Obs.: Este tipo de relacionamento é um pouco complicado de ser aplicado na prática em um banco de dados. O mais comum para estes tipos de relação é transformar a própria relação em uma tabela.

3. Conclusão
O Modelo Entidade Relacionamento é uma ferramenta essencial para quem trabalha com bancos de dados e sistemas de informação. Ele permite visualizar e compreender a estrutura dos dados de forma clara, padronizada e eficiente, servindo como base para todo o processo de modelagem.
Seu uso é recomendado sempre que houver necessidade de:
✅facilitar a comunicação entre equipes;
✅ entender profundamente dados e suas relações;
✅ projetar ou revisar bancos de dados;
✅ documentar estruturas de informação;
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Até o próximo tutorial!!